domingo, 22 de março de 2009

Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'

Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Change your heart
Look around you
Change your heart
Will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime

(Beck-Everybody's gotta learn sometime)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tic-tac-tic-tac-tic-tac

[ Um momento pra fazer disso um diário]

07:30 e eu penso onde foi que deixei meus chinelos, sento na cama e cochilo por uns minutos, o sono quase me desmonta, é como se tivesse anestesiada . E ai tem banho, escova, pão integral e beijo de despedida. Dia desses caiu um meteoro no café da manhã e eu achei que algo novo estava acontecendo, minutos depois acordei.

10:30 e o ambiente fez o doce virar fel. Com as mãos apoiadas sob a cabeça imagino onde e como cheguei ali. Fecho os olhos e estou correndo, descendo as escadas atordoada e quando chego a rua, em meio a Rio Branco grito bem alto um palavrão. Isso mesmo. Eu certinha, boazinha e menininha viro bicho em meio aquele ambiente rodeado de falsidade, de hipocrisia, de injustiça e de neuróticos. Corro dali nos pensamentos pois ainda preciso me manter sã. Tento esquecer as mesquinharias dos que só querem o poder da razão e que sentam no trono de Deus com suas verdades. Eu pobre mortal flexível me calo, e me faço surda. Verdade nenhuma me compra absolutamente. Isso é aprender.

15:30 é a hora do desespero, meus olhos quase se fecham e eu me perco em meio a burocracia dos relatórios e fechos das pastas. Meus passos agora são apenas gesticulados entre o vai-e-vem de uma folha e outra a se encaixar naquele amontoado de papéis sem fim. Estou a sabe-se lá quantos anos atrás pensando como tudo aquela época era bom e eu nem sabia. Sinto falta de sorvete, de Legião na beira do abismo e da chuva na volta de uma sessão de cinema novamente só, das noites que me dediquei a loucos pra entender minha própria loucura e da solidão que cultivei pra entender meu eterno vazio. de Clarice que me decifrava e de Carlos Drummond que eu as vezes não entendia mas me agradava. As coisas se passam e eu faço de conta que estou aqui, mas já estou lá, perdida na escuridão.

20:30 e eu queria correr dali, lá embaixo toca alguma coisa sertaneja misturada com forró, brinco com a lapiseira enquanto o professor discursa sobre alguma “descrepância” gramatical, só ouço a expressão “pura poesia” e a música toca a plenos pulmões lá fora. Nesse momento tento não lembrar do passado de que eu corro. Preciso vê-lo bem longe do meu coração, pra quem sabe enfim esquecer. Rercordo-me dos braços do meu pequeno, dos pequenos meigos olhos que me trazem de volta a razão. Viver é doce, mesmo em meio a essa confusão.

23:30 e novamente meus olhos se fecham compulsoriamente, martelo comigo mesma que envelheci nesses três anos mais do que deveria, que sonhei mais do que deveria e agora estou atordoada em meio a trilhões de coisas que eu não posso ter e quero. E eu corro atrás delas desesperadamente, e me afogo nessa rotina que me massacra e me envelhece. Em meio a essa gente que não “cresce”, que se afunda na mesmice do “eu sou” e na ignorância do “eu sempre sei”. Eu não sei tudo, e nem quero. Não saber é o que torna descobrir tão interessante, e nem que eu vivesse mil anos eu saberia.

03:30 eu sonho profundamente, e no meu sonho o espelho me diz resignado: “Senhorita, acho que já está na hora de jogar no lixo sua gravata, comprar uma guitarra e pedir demissão” Acordo, tomo um gole de água e volto a dormir, pra começar de novo, e de novo...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um pouco de sentimentalismo

Os "figurinha" nas fotos 3x4 falando para o "Nino Quincampoix":

Figurinhas: — "Ela está apaixonada"...
Nino: — "Mas eu nem mesmo a conheço"...
Figurinhas: — "Oh sim, você a conhece sim"...
Nino: — "E desde qndo?"...
Figurinhas: — "Desde sempre Nino, desde sempre... Nos seus sonhos."

(Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain )

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

SONETO DA FIDELIDADE

De tudo, meu amor serei atento,
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícios de Morais)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Do passado pro futuro.

"Ela me olhou bem, quem sabe com ela eu teria as tardes que sempre me passaram como imagem como invenção"
"As ruas desse lugar ,conhecem bem, as noites longas, as noites pálidas, quando eu te procurava"

"Look how they shine for you"
"A não ser a vontade de te encontrar e o motivo eu já nem sei, nem que seja só pra estar ao teu lado, só pra ver no teu rosto, uma mensagem de amor."


Do muito que vi de meu passado, nos blogs, nas lembranças, nas fotos, posso dizer que vivi o verdadeiro muro das lamentações. Eram lamúrias de todos os tipos, pra todos os gostos, de todas as formas. Era um exercício enorme pra paciência e pra vontade. Eram um frizar de todas as tristezas e uma verdadeira ignorância das coisas que eram próximas à felicidade.
Eu me entediei em vinte minutos, isso porque era minha vida, minhas músicas, minhas lágrimas, minhas decepções, meus amores inacabados e acabados. Era um tantinho do meu passado misturado e escrito em um português horrível.
Meu passado hoje me afronta diariamente, sinto saudades, não era melhor antes mas sinto saudades. Da chuva de sapos naquela noite fria, dos cacos nas gavetas, do espelho e da menina, do jardim e principalmente das flores, umas morreram, outras foram embora e algumas viraram borboletas e voaram pra bem longe daqui.
Hoje ouvi todas aquelas músicas, Yellow, Ali, As noites, Palavras, No Surprises, Wise up, Save me, Mensagem de Amor, Eu preciso dizer que te amo. Li Drummond, Goethe e ate Pequeno Príncipe.
Vasculhei a memória e guardei no coração a lembrança. Hoje escrevo não pra que leiam, ou que ouçam alguma teoria babaca. Hoje escrevo por mim, pra o meu futuro. Pra daqui quem sabe quatro anos eu possa entrar aqui novamente, ler tudo de novo, lembrar tudo de novo, e ficar com essa sensação. Essa sensação de passado guardado, de trilha, de caminho, de saudade. De Vida.

"Enleio:

Que é que vou dizer a você ?
Não estudei ainda o código
De amor.
Inventar, não posso.
Falar, não sei.
Balbuciar, não ouso.
Fico de olhos baixos
Espiando, no chão, a formiga.
Você sentada na cadeira de palhinha.
Se ao menos você ficasse aí nessa posição
Perfeitamente imóvel, como está,
Uns quinze anos ( só isso )
Então eu diria:Eu te amo
Por enquanto sou apenas o menino
Diante da mulher que não percebe nada.
Será que você não entende,
será que você é burra ?"