Estava sentada à varanda observando as nuvens. São diferentes das de lá. São mais densas e mais bem desenhadas. Lá sinto falta das nuvens daqui. Aqui me falta um pedaço.
Eram 08:00 de uma manhã iniciada por uma noite em claro. Rolei na cama a noite toda.
Podia dizer que era o travesseiro, ou o colchão. Mas não era. Andei pela casa de pés no chão procurando um porquê, um motivo. Aquela inquietação me tomava a alma e fazia com que toda saudade daqui fosse embora, e só ficou a saudade de lá.
“Já duas semanas se haviam passado e Lóri sentia às vezes uma saudade tão grande que era como uma fome. Só passaria quando ela comesse a presença de Ulisses. Mas às vezes a saudade era tão profunda que a presença, calculava ela, seria pouco; ela queria absorver Ulisses todo. Essa vontade de ela ser de Ulisses e de Ulisses ser dela para uma unificação inteira era um dos sentimentos mais urgentes que tivera na vida. "Clarice Lispector
E sim " de pensar nisso tudo, tive medo e não consegui dormir.”
terça-feira, 9 de junho de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Change your heart
Look around you
Change your heart
Will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
(Beck-Everybody's gotta learn sometime)
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Change your heart
Look around you
Change your heart
Will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
(Beck-Everybody's gotta learn sometime)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Tic-tac-tic-tac-tic-tac
[ Um momento pra fazer disso um diário]
07:30 e eu penso onde foi que deixei meus chinelos, sento na cama e cochilo por uns minutos, o sono quase me desmonta, é como se tivesse anestesiada . E ai tem banho, escova, pão integral e beijo de despedida. Dia desses caiu um meteoro no café da manhã e eu achei que algo novo estava acontecendo, minutos depois acordei.
10:30 e o ambiente fez o doce virar fel. Com as mãos apoiadas sob a cabeça imagino onde e como cheguei ali. Fecho os olhos e estou correndo, descendo as escadas atordoada e quando chego a rua, em meio a Rio Branco grito bem alto um palavrão. Isso mesmo. Eu certinha, boazinha e menininha viro bicho em meio aquele ambiente rodeado de falsidade, de hipocrisia, de injustiça e de neuróticos. Corro dali nos pensamentos pois ainda preciso me manter sã. Tento esquecer as mesquinharias dos que só querem o poder da razão e que sentam no trono de Deus com suas verdades. Eu pobre mortal flexível me calo, e me faço surda. Verdade nenhuma me compra absolutamente. Isso é aprender.
15:30 é a hora do desespero, meus olhos quase se fecham e eu me perco em meio a burocracia dos relatórios e fechos das pastas. Meus passos agora são apenas gesticulados entre o vai-e-vem de uma folha e outra a se encaixar naquele amontoado de papéis sem fim. Estou a sabe-se lá quantos anos atrás pensando como tudo aquela época era bom e eu nem sabia. Sinto falta de sorvete, de Legião na beira do abismo e da chuva na volta de uma sessão de cinema novamente só, das noites que me dediquei a loucos pra entender minha própria loucura e da solidão que cultivei pra entender meu eterno vazio. de Clarice que me decifrava e de Carlos Drummond que eu as vezes não entendia mas me agradava. As coisas se passam e eu faço de conta que estou aqui, mas já estou lá, perdida na escuridão.
20:30 e eu queria correr dali, lá embaixo toca alguma coisa sertaneja misturada com forró, brinco com a lapiseira enquanto o professor discursa sobre alguma “descrepância” gramatical, só ouço a expressão “pura poesia” e a música toca a plenos pulmões lá fora. Nesse momento tento não lembrar do passado de que eu corro. Preciso vê-lo bem longe do meu coração, pra quem sabe enfim esquecer. Rercordo-me dos braços do meu pequeno, dos pequenos meigos olhos que me trazem de volta a razão. Viver é doce, mesmo em meio a essa confusão.
23:30 e novamente meus olhos se fecham compulsoriamente, martelo comigo mesma que envelheci nesses três anos mais do que deveria, que sonhei mais do que deveria e agora estou atordoada em meio a trilhões de coisas que eu não posso ter e quero. E eu corro atrás delas desesperadamente, e me afogo nessa rotina que me massacra e me envelhece. Em meio a essa gente que não “cresce”, que se afunda na mesmice do “eu sou” e na ignorância do “eu sempre sei”. Eu não sei tudo, e nem quero. Não saber é o que torna descobrir tão interessante, e nem que eu vivesse mil anos eu saberia.
03:30 eu sonho profundamente, e no meu sonho o espelho me diz resignado: “Senhorita, acho que já está na hora de jogar no lixo sua gravata, comprar uma guitarra e pedir demissão” Acordo, tomo um gole de água e volto a dormir, pra começar de novo, e de novo...
07:30 e eu penso onde foi que deixei meus chinelos, sento na cama e cochilo por uns minutos, o sono quase me desmonta, é como se tivesse anestesiada . E ai tem banho, escova, pão integral e beijo de despedida. Dia desses caiu um meteoro no café da manhã e eu achei que algo novo estava acontecendo, minutos depois acordei.
10:30 e o ambiente fez o doce virar fel. Com as mãos apoiadas sob a cabeça imagino onde e como cheguei ali. Fecho os olhos e estou correndo, descendo as escadas atordoada e quando chego a rua, em meio a Rio Branco grito bem alto um palavrão. Isso mesmo. Eu certinha, boazinha e menininha viro bicho em meio aquele ambiente rodeado de falsidade, de hipocrisia, de injustiça e de neuróticos. Corro dali nos pensamentos pois ainda preciso me manter sã. Tento esquecer as mesquinharias dos que só querem o poder da razão e que sentam no trono de Deus com suas verdades. Eu pobre mortal flexível me calo, e me faço surda. Verdade nenhuma me compra absolutamente. Isso é aprender.
15:30 é a hora do desespero, meus olhos quase se fecham e eu me perco em meio a burocracia dos relatórios e fechos das pastas. Meus passos agora são apenas gesticulados entre o vai-e-vem de uma folha e outra a se encaixar naquele amontoado de papéis sem fim. Estou a sabe-se lá quantos anos atrás pensando como tudo aquela época era bom e eu nem sabia. Sinto falta de sorvete, de Legião na beira do abismo e da chuva na volta de uma sessão de cinema novamente só, das noites que me dediquei a loucos pra entender minha própria loucura e da solidão que cultivei pra entender meu eterno vazio. de Clarice que me decifrava e de Carlos Drummond que eu as vezes não entendia mas me agradava. As coisas se passam e eu faço de conta que estou aqui, mas já estou lá, perdida na escuridão.
20:30 e eu queria correr dali, lá embaixo toca alguma coisa sertaneja misturada com forró, brinco com a lapiseira enquanto o professor discursa sobre alguma “descrepância” gramatical, só ouço a expressão “pura poesia” e a música toca a plenos pulmões lá fora. Nesse momento tento não lembrar do passado de que eu corro. Preciso vê-lo bem longe do meu coração, pra quem sabe enfim esquecer. Rercordo-me dos braços do meu pequeno, dos pequenos meigos olhos que me trazem de volta a razão. Viver é doce, mesmo em meio a essa confusão.
23:30 e novamente meus olhos se fecham compulsoriamente, martelo comigo mesma que envelheci nesses três anos mais do que deveria, que sonhei mais do que deveria e agora estou atordoada em meio a trilhões de coisas que eu não posso ter e quero. E eu corro atrás delas desesperadamente, e me afogo nessa rotina que me massacra e me envelhece. Em meio a essa gente que não “cresce”, que se afunda na mesmice do “eu sou” e na ignorância do “eu sempre sei”. Eu não sei tudo, e nem quero. Não saber é o que torna descobrir tão interessante, e nem que eu vivesse mil anos eu saberia.
03:30 eu sonho profundamente, e no meu sonho o espelho me diz resignado: “Senhorita, acho que já está na hora de jogar no lixo sua gravata, comprar uma guitarra e pedir demissão” Acordo, tomo um gole de água e volto a dormir, pra começar de novo, e de novo...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Um pouco de sentimentalismo
Os "figurinha" nas fotos 3x4 falando para o "Nino Quincampoix":
Figurinhas: — "Ela está apaixonada"...
Nino: — "Mas eu nem mesmo a conheço"...
Figurinhas: — "Oh sim, você a conhece sim"...
Nino: — "E desde qndo?"...
Figurinhas: — "Desde sempre Nino, desde sempre... Nos seus sonhos."
(Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain )
Figurinhas: — "Ela está apaixonada"...
Nino: — "Mas eu nem mesmo a conheço"...
Figurinhas: — "Oh sim, você a conhece sim"...
Nino: — "E desde qndo?"...
Figurinhas: — "Desde sempre Nino, desde sempre... Nos seus sonhos."
(Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain )
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
SONETO DA FIDELIDADE
De tudo, meu amor serei atento,
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícios de Morais)
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícios de Morais)
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